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PÓLIPOS ENDOMETRIAIS

São zonas de crescimento do tecido endometrial na cavidade uterina. São constituídos por estroma, glandulas e vasos sanguineos, sendo recobertos por endométrio.

Os pólipos são a patologia mais frequentemente encontrada durante a realização de histeroscopias diagnósticas e são os responsáveis pela maioria das histeroscopias cirúrgicas.

Normalmente são processos benignos, ainda que cerca de 20% dos pólipos sintomáticos possam apresentar áreas de hiperplasia e entre 0,5% a 1% sejam malignos.

 

CLASSIFICAÇÃO

Podemos dividir os pólipos em:

 

1-Funcionais ou Típicos (20%): com aspecto semelhante ao endométrio normal e com alterações proliferativas ou secretoras. Por sua vez subdividem-se em glandulares e fibrosos, de acordo com a predominância do component glandular ou estromal.

 

2-Hiperplásicos (35%): com alterações semelhantes ao que se encontra na hiperplasia endometrial.

 

3-Atróficos (44%): com alterações degenerativas ou atróficas. São pólipos frequentemente encontrados em mulheres pós-menopáuscias.

 

4-Malignos (1%): com presença de células cancerosas no pólipo.

 

 polipo endometrial  polipo endometrial  polipo endometrial 8

 

Há dois conceitos que nos parecem importantes realçar, a malignização do pólipo e o pseudopólipo. A malignização do pólipo, conceito que devemos atribuir ao Dr F. Coloma, refere-se a pólipos onde se encontram células malignas, mas que na sua base bem como no resto da cavidade se verifica existir endométrio normal. O conceito de pseudopólipo aplicam-se a zonas endometriais espessadas, com aspecto pólipoide, menor que 1cm e que desaparecem com a menstruação, não possuindo vasos nutricionais próprios.

 

SINTOMAS

A maioría dos pólipos são assintomáticos e são diagnosticados na sequência de uma avaliação ginecológica de rotina. Entre aqueles que são sintomáticos, geralmente estão associados a sangramento uterino anormal, sangramento pós-coital , dismenorreia ou infertilidade.

 

EPIDEMIOLOGÍA

Com o uso crescente da ecografia transvaginal e da histerocopia diagnóstica, tem aumentado o número de casos diagnosticados. A sua incidência é dificil de estabelecer, ainda que se estima que possam estar presentes em cerca de  1% das mulheres assintomáticas e em cerca de 25% das mulheres com sangramento uterino anomalo.

 

DIAGNÓSTICO

Quando se suspeita da sua presença, a prova diagnóstica mais sensiveis é a ecografia. A ecografia pode diagnosticar a existência de um pólipo endometrial quer por visualização directa do mesmo e da sua vascularização típica, através da aplicação do colour-doppler ou indirectamente pela visualização de uma zona de espessamento endometrial. Outras técnicas que podem ajudar no seu diagnóstico são a histerosalpingografia (radiografia do útero e das trompas) e a histerosonografia (ecografia con instilação de liquido dentro do útero). A realização de uma curetagem uterina pode deixar por diagnosticar mais de 10% dos pólipos. O exame mais específico para o diagnóstico de pólipos é a histeroscopia, que além da sua visualização directa, permite a sua biópsia ou mesmo exerése no momento do diagnóstico ou em segundo tempo.

 

ASPECTO HISTEROSCÓPICO

Os pólipos são visualizados com zonas de crescimento na cavidade uterina que apresentam geralmente um aspecto esponjoso, com ausência de vascularização superficial chamativa, o que permite distingui-los dos miomas submucosos.

Podem ser únicos ou múltiplos, pediculados ou sésseis, e quanto ao tamanho, desde alguns milimetros até vários centimetros. Podem localizer-se em qualquer zona do útero.

 

                                        polipo endometrial 6  

 

INDICAÇÕES PARA TRATAMIENTO

Geralmente está indicada a excisão de qualquer pólipo sintomático, ou seja, que esteja associado a sangramento ou a infertilidade. Em pólipos totalmente assintomáticos, uma terapêutica expectante pode ser suficente, eventualmente com controlos ecográficos para avaliar o seu crescimento.

 

POLIPECTOMÍA HISTEROSCÓPICA

A técnica de polipectomía histeroscópica é selecionada de acordo com o tamanho do pólipo e o material disponivel. É importante realçar que os pólipos são zonas de crescimento derivadas do endométrio e por isso não invadem o miométrio. Deste modo a polipectomía é uma técnica limitada ao interior da cavidade uterina.

 

1-Polipectomía histeroscópica com meios mecánicos: pode fazer-se com tesoura de

histeroscopia ou com pinça de biópsia- utiliza-se para pólipos pequenos e pode ser realizada durante a consulta.

2-Polipectomía histeroscópica com Versapoint®: electrocirugia bipolar que permite o corte da base do pólipo. Em pólipos grandes pode ser necessário recorrer a fragmentação do mesmo para facilitar a sua saída, em pequenas porções.

3-Polipectomía com ressectoscópio: Requer dilatação cervical prévia e realiza-se em bloco operatório com anestesia geral. Habitualmente é utilizada para pólipos volumosos.

4-Fragmentador ou morcelador de pólipos: dispositivo de nova geração que permite a fragmentação e saída dos fragmentos dos pólipo de forma simples

 

RECOMENDAÇÕES PÓS-CIRURGICAS

A polipectomía histeroscópica é uma técnica simples, que se realiza habitualmente em

ambulatório. A paciente pode apresentar perda hemática escassa durante alguns dias após o procedimento, assim como desconforto pelvico discreto que tende a melhorar com antinflamatorios (AINE). A maioria das pacientes volta à sua vida normal em menos de 24 horas.

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